1.      A missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional da UERN.  

        Um dos principais indicadores dessa dimensão é a visão que a instituição tem dela mesma e a imagem que ela reflete sobre os outros agentes sociais. Neste sentido, devem ser observados, entre outros, os seguintes elementos: finalidade, compromissos, vocação e inserção no contexto local e nacional. Em síntese, o PDI deve refletir e definir todos os aspectos que tornam uma instituição influente no seu raio de abrangência (local, regional e estadual), i. é., a sua relevância social.

2.      Ensino.

        Com base nos currículos dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão, devem ser analisados: a integralização (número de créditos, número de horas/aula, tempo médio de conclusão, perfil do profissional que pretende formar (especialista versus generalista, profissionais para o exercício da profissão, docente ou pesquisador), núcleo e estrutura das matérias/disciplinas (nível de importância, obrigatórias e optativas, objetivos, ementa, sistemas/instrumentos de avaliações, bibliografias etc.), as tendências metodológicas, a interação teoria e prática, verticalidade e horizontalidade, adequação e atualidade do currículo com o mercado de trabalho; questões ligadas aos recursos de aprendizagem (novas metodologia e tecnologias de ensino); a formação profissional (estágios, empresas juniores, escolas-modelo); atividades de formação para a pesquisa (monografias, iniciação científica, PET). Dos indicadores dessa dimensão, constam: os resultados das avaliações externas; a taxa de aprovação de egressos em exames de ordem e concursos; o índice de aproveitamento discente em programas de pós-graduação etc. 

3.      Pesquisa.

        A atividade de pesquisa deve ser avaliada como indissociável das atividades de ensino e de extensão. São relevantes as informações sobre a produção científica da comunidade acadêmica (em termos de volume e veículos de divulgação); as linhas e projetos de pesquisa e sua relação com a melhoria da qualidade do ensino e a missão institucional; as fontes de financiamentos e os intercâmbios; os eventos científicos (jornadas, encontros, seminários); os programas de pesquisador visitante; os programas de iniciação científica; as políticas de incentivo e suporte à pesquisa; os programas de pós-graduação. A relevância social da pesquisa e sua relação com os objetivos institucionais. A contribuição das pesquisas para o desenvolvimento local/regional. Para esta dimensão, recomendam-se indicadores como: o índice de produção científica docente; a relação de alunos bolsistas; o índice de evolução da capacitação docente etc. 

4.      Extensão.

        Avaliada em termos de composição no tripé da indissociabilidade. Assim sendo, deve incluir: os projetos por área do conhecimento; as atividades e suas relações com a vocação da instituição; a contribuição das atividades extensionistas para o desenvolvimento local, regional e estadual; os intercâmbios e parcerias; as relações com os diferentes atores sociais (instituições educacionais, de saúde, comunitárias etc.); as prestações de serviço via acordos de cooperação e convênios, entre outras atividades de feedback socioculturais. Participação de estudantes  nas ações extensionistas e de intervenção social, além da avaliação do impacto dessas atividades em sua formação. Ex. de indicadores: índice de aprovação de convênios em nível nacional; índice de participação da comunidade acadêmica nas atividades de extensão; índice de aprovação de projetos de extensão.

5.      Corpo Docente.

        Deve incluir, além das informações sobre identificação e vínculos profissionais (seleção, área de formação, titulação, regime de trabalho, tempo de magistério superior, experiência profissional, tempo de trabalho da instituição); o cumprimento do Plano de Carreira; os programas de qualificação, as relações interpessoais; o envolvimento do docente com o curso; o planejamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão; o número de turmas; a participação em eventos acadêmicos (congressos, seminários, simpósios); o domínio dos conteúdos;  orientação/supervisão/acompanhamento de alunos; os procedimentos didáticos pedagógicos; o desempenho científico (produção acadêmico-científica), aspectos atitudinais e filosóficos; pontualidade; assiduidade; metodologia de ensino e avaliação etc. Muitos indicadores podem ser escolhidos, como:  índice de titulação docente por curso; índice de produção acadêmica por curso;  perfil do corpo docente (por regime de trabalho, por experiência profissional, por área de formação).

6.      Corpo Discente.

        As informações sobre o perfil e o tamanho do corpo discente são importantes para (re)dimensionar estratégias pedagógicas, metodológicas e de infra-estrutura de recursos  (materiais e humanos). Neste sentido, é importante verificar: as políticas de acesso, seleção e permanência; o envolvimento dos alunos nas atividades do curso; a assiduidade; o perfil socioeconômico; a formação ética e política; a origem geográfica; as condições de realização dos níveis anteriores de ensino (instituições de ensino público ou privado); o nível de escolaridade dos pais; a capacidade crítico-interpretativa; o interesse; a realização das tarefas acadêmicas; a participação em atividades científicas; eventos acadêmicos; estágios; utilização da(s) biblioteca(s); identificação com o curso; a participação em atividades de iniciação científica, em monitorias; estágios (remunerados ou não). Podem ser usados indicadores como: índice de retenção discente do curso; índice de participação em programas acadêmicos do curso; índice de eficiência do curso.         

7.      Corpo Técnico-administrativo.

        O desempenho do pessoal técnico-administrativo, considerados os seus diferentes níveis (de apoio, nível médio e nível superior), constitui requisito indispensável para o funcionamento de uma instituição. Logo, devem ser avaliados aspectos como: preparo para o exercício da função; capacidade de organização do trabalho; pontualidade; atendimento; capacidade de comunicação; nível de escolaridade, formação ética; comprometimento com a instituição; satisfação no trabalho. A esses elementos, associam-se outros: políticas de valorização e capacitação profissional;  processos de seleção; a idade e o perfil profissional; a distribuição por setores e por atividades; a integração com as áreas de atividades (ensino, pesquisa, extensão e gestão); a estabilidade; a participação nas instâncias decisórias; os planos de cargos e salários. Podem ser tomados como indicadores: índice de titulação do corpo técnico-administrativo; índice de tempo de serviço na instituição; relação docente/técnico-administrativo.

8.      Administração Acadêmica dos Cursos.

        O desempenho das estruturas acadêmico-administrativas (direção de faculdades e departamentos) guarda estreita relação com o sucesso dos cursos ou a qualidade do ensino. Neste caso, é importante que se analisem: o sistema de escolha, mandatos e responsabilidades dos dirigentes; as relações com as instâncias superiores (acadêmica e administrativa); a existência e o funcionamento de colegiados (as composições e atribuições), como acontecem as reuniões; o impacto das decisões. Ex. de indicadores: índice de impacto de decisões colegiadas = número de atos legais, número de reuniões do colegiado.

9.      Organização (Estrutura e Processo Decisório).

        Deve retratar o que é formalmente previsto e o que realmente existe. Significa analisar as formas de definição da estrutura organizacional (organogramas, linhas de autoridade, exercício do processo decisório, centralização/descentralização); composição e atribuições dos órgãos colegiados; impactos das decisões colegiadas; integração entre a área acadêmica e a de apoio; o papel criativo e inovador da instituição; os obstáculos ao êxito do cumprimento de seus objetivos ou missão institucional; a cultura e o clima organizacional. Indicadores: nível de descentralização do processo decisório; índice de reuniões extraordinárias; índice de participação dos membros colegiados.

10.      Egressos.

        A avaliação de egressos é para coletar informações sobre a influência do curso no desempenho profissional, assim que verificar a adequação dos currículos ao mercado de trabalho, e as necessidades de atualização profissional. Indicadores como: índice de aprovação em concursos públicos, índice de premiação em concurso de monografia; índice de retorno do egresso à instituição.

11.      Recursos de Infra-estrutura  e Capacidade Financeira.

        A disponibilidade, em quantidade e qualidade de salas de aula (recursos didáticos/pedagógicos), laboratórios (equipamentos atualizados/obsoletos, e materiais; bibliotecas, espaço físico e acervo, e outros espaços sociais, de lazer e culturais compatíveis com as exigências dos cursos e atividades acadêmico-científicas. Avaliar a capacidade dos gestores de administrar os recursos oriundos do Tesouro, além da sensibilidade relativa a oportunidades de convênios e contratos.

 

Assessoria de Avaliação Institucional
Rua Almino Afonso, 478 - Centro - 59610-210
Mossoró-RN E-mail: aai@uern.br
Fone: 3315-2107